Os Estados Unidos excluíram o Brasil de sua lista de ‘mercados notórios’ de pirataria e contrabando.
Entre os membros do Bric – grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China -, o país foi o único a ficar fora da lista. A retirada do Brasil foi avaliada como um bom sinal pela Coalizão das Indústrias Brasileiras (BIC, na sigla em inglês), o lobby do setor em Washington.
Até o ano passado, a lista de “notórios mercados” da pirataria era incluída no 301 Especial, um tipo de relatório anual no qual o USTR expõe todos os países supostamente transgressores das leis internacionais de propriedade intelectual. Com base nesse relatório – 301 Especial, os EUA aplicam sanções aos casos mais graves.O relatório 301 Especial será divulgado em abril, e a expectativa é de exclusão do País também dessa lista.
Em paralelo ao fato, para reforçar a teoria da diminuição do mercado pirata e crescimento do mercado digital, o IFPI (International Federation of the Phonographic Industry) aponta que o faturamento proveniente de aquisição mídias digitais (compra de música online) no Brasil subiram de R$ 8,5 mi em 2006 para R$ 67,4 mi em 2010, o que mostra que o consumidor está mais apto a adquirir música via internet e celular. Com a entrada do iTunes Store no Brasil, esse crescimento será ainda mais perceptível no balanço final das vendas em 2011.

