[Entrevista] Reconstruir a cada instante – com Kiko Freitas

“A bateria sempre esteve em minha alma e penso que já nasci baterista”.Kiko Freitas esconde os olhos ao sorrir e nos deixa paralisados com toda sua técnica e experiência com o instrumento.  Colhendo os frutos de mais de duas décadas de trabalho, no mesmo dia lançou seus pratos ride Signature da Istanbul. “me senti muito honrado de ser o primeiro artista brasileiro a ter um prato assinado com uma empresa de nível internacional e com tanta tradição como a Istanbul Mehmet”, contou.

Você já ouviu falar do Bombo Leguero? Pois foi com esse instrumento que Kiko começou sua vida musical.

Já são 24 anos de carreira, por isso Kiko Freitas é um dos mais respeitados bateristas brasileiros. Já tocou com músicos como Michel Legrand, Leila Pinheiro, Frank Gambale, Fábio Jr, Jeff Richmann, Jeff Andrews e  diversos nomes. Em 1996 foi convidado pelo pianista americano David Goldblatt para ir a Los Angeles. Lá, Kiko teve contato com grandes músicos de Jazz como Dough Lunn, Vadeen Zilberstein e pôde aproveitar para se aprofundar em seus estudos com Dave Wecki. Ele também estudou ritmos cubanos com o grande percussionista Changuito. Em 99 juntou-se a banda do compositor e grande instrumentista, João Bosco.

Como professor, lecionou em grandes instituições como: Conservatorium Von Amsterdam, University of Rotherdam, Göterborgs Universitet, Malmo Universitet, Stockholm Royal Academy of Music, University of Örebro, Columbus University, Hamburg Music School.

Alguns dos músicos que o influenciaram foram: B entre muitos outros.
Muito atencioso, ele conversou com o site o Batera.com.br.
Site Batera:  Por que saiu de Porto Alegre?
Kiko: Saí de Porto Alegre em 2003, depois de cinco anos com João Bosco. As gravadoras estavam em processo decadente e o trabalho exigiu minha fixação no Rio de Janeiro.
Site Batera: Confesso que nunca tinha ouvi falar de Bombo Leguero. Você começou com ele. Já o utilizou em alguma música? Porque começou com esse instrumento, o que te chamou a atenção?
Kiko: O bombo legüero é um instrumento comum entre a Argentina e sul do Brasil. É de origem indígena e servia como comunicação por ser ouvido a léguas de distância no pampa, região de fronteira tênue e praticamente indefinida nos séculos XVI e XVII. Comecei a tocar o bombo por influência de meu pai e para acompanhá-lo. Gravei com ele em várias ocasiões e pode ser ouvido em participações minhas com Renato Borghetti e no disco Aparte de meu pai Telmo de Lima Freitas (duas faixas estão no meu site).
Site Batera: O que te fez se interessar pela bateria? Quanto tempo tocando?
Kiko: A bateria sempre esteve em minha alma e penso que já nasci baterista. Desde o primeiro momento, aos 12 anos, até hoje, nunca mais parei de tocar. Como profissional já tenho 24 anos de estrada.
Site Batera: Qual foi o objetivo do seu livro?
Kiko: O objetivo do livro foi o de dividir minha bagagem musical.
Site Batera: Quanto tempo de estudos, quais as técnicas que você acha extremamente importante estudar para que o baterista se desenvolva e evolua no instrumento?
Kiko: Acho toda a técnica válida, principalmente a técnica de se auto analisar e se reconstruir no caminho musical a cada instante.
Site Batera: Quanto tempo de Istanbul? Como foi quando o chamaram para representar a marca?
Kiko: Estou na Istanbul desde 2009 e tive a grande felicidade de ter sido convidado diretamente pelo Hakan, diretor internacional de endorsers. Considero estes pratos uma obra de arte e me senti muito honrado de ser o primeiro artista brasileiro a ter um prato assinado com uma empresa de nível internacional e com tanta tradição como a Istanbul Mehmet.
Site Batera: Você geralmente toca com um kit pequeno e explora muito cada parte. Você acha que isso é uma particularidade sua?
Kiko: Os kits pequenos são uma tradição que remonta ao início da bateria. No próprio rock os primeiros kits eram de apenas 1 tom e os próprios bateristas vinham do jazz na aurora do rock.
Site Batera: Em uma de suas entrevistas você fala sobre o bumbo ser o centro da bateria atualmente. Porquê?
Kiko:  Porque penso que um  instrumento que tem múltiplos instrumentos em si como a bateria, nenhuma dessas vozes deveria tomar conta do todo, principalmente um instrumento de tanto volume e frequência tão próxima do contrabaixo como o bumbo.
Site Batera: Com todo o seu currículo, seus estudos e experiências, acha que ainda tem algo a aprender?
Kiko: Me considero em constante aprendizado e sei que será assim até o fim da minha trajetória. Sempre um trabalho em franco progresso.

Fonte: Batera.com.br – http://www.batera.com.br/Entrevistas/reconstruir-a-cada-instante?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=131011&__akacao=610122&__akcnt=93858322&__akvkey=8ce7

About the Author

Vit é Produtor Executivo de Bandas, Sócio do site YourBand.com.br, Produtor e Organizador de Festivais, Vocalista e Compositor há 8 anos, graduado em Comunicação Empresarial, bacharelado em Publicidade e Propaganda e pós-graduado em MBA em Marketing.